Maruí largado às traças !

O Cemitério Maruí, no Barreto, Zona Norte de Niterói, continua passando por problemas estruturais e quem vai ao local para visitar algum túmulo esbarra nos mesmos problemas. Além da sujeira, mato alto, sepulturas abertas, ossos expostos e água parada podendo ser foco para o mosquito Aedes Aegypti, a situação consegue ficar pior. A insegurança do local é o fator que mais preocupa. Poucos funcionários circulam pelo cemitério e o medo impede que famílias e amigos prestem homenagens e orações a entes. A Prefeitura de Niterói informou que realiza estudos sobre uma Parceria Público Privada (PPP), que contempla a parte de segurança e manutenção do cemitério.

O motorista André Lima, de 43 anos, ficou assustado com o estado do cemitério no início dessa semana. “Fui a um enterro e aproveitei para ver o túmulo do meu irmão, junto com um outro irmão e minha mãe. Fiquei assustado com a situação estrutural do cemitério. Mato alto, mosquito, sepulturas quebradas e ossadas aparecendo. Como se não bastasse a situação conseguiu ficar pior. Tivemos medo de fazer uma oração, pois não vimos nenhum segurança ou funcionário”, comentou o morador de Neves.

A situação do Maruí, no entanto, parece dúbia. Enquanto o lado constituído pelas capelas se encontra parcialmente limpo, com paredes pintadas e sepulturas conservadas, a região mais ao fundo do cemitério é de abandono. Muito lixo, folhas, túmulos quebrados, foco de mosquito, mato alto e um verdadeiro desacaso marcam essa ala. “Não conseguimos ter paz para fechar os olhos e fazer uma oração. A pessoa já está com dor emocional grande e não tem tranquilidade para passar por isso tudo de uma forma menos pior”, comentou uma aposentada que não quis se identificar.

A Prefeitura de Niterói foi questionada sobre essas questões e informou que recentemente foi concluída uma obra no cemitério do Maruí com a entrega de 500 gavetas e dois mil nichos, além de um novo ossuário. Já está na programação da Clin o serviço de roçadeira no local.

Por Raquel Morais

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