ARTIGO: Transformando a sociedade a partir da mudança individual

Não é preciso estar desempregado para se sentir sem perspectiva. Em um
país como o nosso, de economia periodicamente instável, e de progressiva
desvalorização financeira em inúmeras profissões, é bem fácil se desmotivar
a qualquer tempo, diante de dificuldades de difícil solução. Isso incorre
em desempenhar estritamente a função que nos é destinada e cumprir horários
unicamente em troca da remuneração. Sem prazer, sem alegria, sem ideias
colaborativas à chefia, sem se estimular pelo bem ao próximo e à sociedade,
e sem se realizar enquanto profissional e pessoa. Não se busca surpreender
com eficácia, mas apenas cumprir obrigações cujo resultado – formatado,
limitado, esperado – é presumido como eficiência.

Não querendo culpar o empregador, e sim chefias com visão limitada, parte
do problema – ou da perpetuação dele – está no gerenciamento desses
trabalhadores. Líderes de equipe devem se preocupar com a forma como
criticam, elogiando os pontos fortes e sem seguida suterindo as melhorias
necessárias. Sim, pode acreditar, existe crítica construtiva: aquela
observação de alguém com visão ampla que aponta direções alternativas para
progressão e sucesso, tanto do profissional quanto do negócio.

Contudo, para essa transformação nas relações, são fundamentais duas
coisinhas: um comando experiente, com objetivo de desenvolvimento humano
além da lucratividade, e do outro lado profissionais abertos e dispostos a
ganhos além do salário. Aliás, isso é profissionalismo: fazer a diferença
com atitudes que não fogem ou excedem a atividade principal mas
complementam-na, agregando valores éticos, morais, sociais, criativos, até
históricos. Toda história, seja a nossa ou de uma sociedade, faz-se sobre o
aprimoramento das relações interpessoais. Claro que nem todos, por mais
estimulados que sejam para a criatividade e inventividade, serão proativos.
Algumas essências humanas são operacionais e sem grandes ambições, podendo
perfeitamente passar anos e até décadas num mesmo cargo sem o interesse por
promoção. Não os julgo se são felizes assim. Afinal, o que é a vida senão a
busca da felicidade (seja ela qual for)?

As observações aqui contidas intuem simplesmente uma vida com qualidade. E
isso inclui, óbvio, a coletividade. Prestar um serviço carregado de
educação, alegria, boas orientações e a preocupação com o bem-estar e a
satisfação do cliente é a cereja do bolo, o toque que faltava para deixar
tudo ainda mais gostoso e digno de prazer. Não é possível que um mau
prestador volte para casa satisfeito após um dia de trabalho “forçado”. E
não há salário gordo que pague à altura o desprazer de contar as horas para
encerrar logo o expediente. Se isso acontece contigo, pode crer, você está
no lugar errado.

Pare e pense o que diariamente você semeia de boas ações para sua
comunidade, sua família e seus sonhos. O que você faz com frequência para
construir a pessoa que quer ser e o futuro que deseja ter? A hora é agora e
o caminho é o hoje. Para ser feliz e fazer felizes aqueles que o rodeiam,
criando a atmosfera da felicidade, entoe mantras como elogiar, compreender,
respeitar, amar (sim, desde os grandes feitos até as pequenas belezas da
natureza); e corte atitudes negativas e doentias como queixar-se,
justificar-se e culpar – a si ou outrem. Comece a transformação do mundo e
do outro a partir de você mesmo. O que vier será reflexo.

Por Irma Lasmar

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