Problemas na UPA do Fonseca continuam prejudicando atendimento de pacientes

A crise na saúde estadual parece não dar trégua. Mesmo após denúncias sobre a falta de pagamento de funcionários terceirizados, aparelhos de ar-condicionados quebrados e atendimento precarizado por falta de estrutura e equipamentos, os problemas estão longe de estarem solucionados. Na Unidade de Pronto-Atendimento 24 Horas (UPA), no Fonseca, em Niterói, mais de 100 funcionários como técnicos de enfermagem, enfermeiros, auxiliares de serviços gerais e administrativos, continuam trabalhando mesmo sem os salários de dezembro e o 13º salário de 2016 e 2017.

A UPA do Fonseca está com problemas que continuam comprometendo o atendimento aos usuários da rede pública de saúde. Segundo denúncias de funcionários que trabalham na unidade, a sala vermelha está sem monitor para monitorar pacientes graves e oxímetro de pulso, a classificação de risco está sem aparelhos que verificam pressão arterial, faltam materiais como o polifix (acesso) além da falta de condições estruturais como banheiros em péssimas condições. A parte estrutural de uso de funcionários também está precária com aparelhos de alimentação e armário do vestiário enferrujados.

Os aparelhos de ar-condicionado continuam ruins mesmo com calor que ultrapassa os 40º em alguns dias. Além disso, funcionários reclamam que o salário de dezembro ainda não foi pago, assim como o 13º salário de 2016 e 2017. Ainda há denúncia de que desde 2015 o repasse do valor para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não está sendo feito, apesar do desconto mensal no contracheque dos funcionários. O Sindicato dos Médicos de Niterói, São Gonçalo e Região (Sinmed) confirmou que vem recebendo reclamações dos médicos por problemas na falta de equipamentos e medicamentos com atraso nos salários, falta de equipamentos e refrigeração nos ambientes de trabalho, por exemplo.
“Assim como de acompanhantes dos pacientes, que rematam dificuldades nos medicamentos para seus familiares e o calor insuportável nas dependências da UPA Fonseca, cuja administração e feita por Organização Social (OS)”, comentou o presidente Clóvis Abrahim Cavalcanti.

No início do mês o secretário Edmar Santos, da Secretária de Saúde do Rio de Janeiro (SES), se comprometeu, em até 30 dias, em resolver o problema da falta de ar-condicionado, ou falha na manutenção. Mas até agora nenhuma movimentação para essa mudança foi percebida pelos funcionários da UPA Fonseca.

A OS Instituto dos Lagos Rio, responsável pela administração da UPA Fonseca, foi questionada sobre os assuntos expostos nessa reportagem. Também foi perguntado sobre o valor da dívida e datas para acertos, mas até o fechamento dessa edição a OS não se manifestou sobre o assunto. As mesmas questões foram indagadas para a Secretária de Saúde do Rio de Janeiro (SES) mas a pasta também não se manifestou.

Por Raquel Morais      AtribunaRJ

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