Defesa Civil recomendou: Em dias de chuva, os moradores deixem suas residências

“Os técnicos disseram que as casas acima do morro estão sem saneamento, e os resíduos estão ‘afofando’ a terra, ocasionando os deslizamentos. Recomendaram que fôssemos nos vizinhos de cima e os pedissem para parar. Mas não sou eu que tenho que fazer isso aos 78 anos, eles têm que ter o saneamento básico”, reclamou a aposentada Maria Amélia Segurase, que mora na travessa há mais de 50 anos.

Deslizamentos de terra têm preocupado moradores da Travessa Manoel Benício, no Fonseca, Zona Norte de Niterói. De acordo com eles, uma encosta tem começado a ceder, e o medo é que o volume de terra pressione uma grande pedra que está presa próximo às casas. Nesta semana, mais um deslizamento ocorreu. Segundo os moradores, a Defesa Civil vistoriou o local e recomendou que, em dias de chuva, eles deixem suas residências. Até o fechamento da edição, a prefeitura não respondeu sobre contenção.

Segundo os moradores, a pedra rolou do barranco há 20 anos e não oferecia risco por estar presa entre as árvores. No entanto, desde 2013, diversos deslizamentos de terra têm acontecido, aumentando a frequência ao longo dos anos, incluindo pequenas pedras. O último foi no dia 6 de dezembro, data em que a Defesa Civil retornou ao local e atestou risco de mais deslizamentos e o possível rolamento da pedra.

O laudo da Defesa Civil, entregue aos moradores, atesta risco de deslizamento em razão das características geológico-geomorfológicas de um trecho da encosta, identificando também que há um início de ocupação resultante de expansão do Morro do Holofote.

O documento recomenda que seja feito um trabalho de drenagem de águas superficiais em um dos imóveis por considerar tratar de área de concentração e escoamento da encosta. Já em relação ao imóvel mais próximo à pedra, a Defesa Civil alerta ao responsável que o possível deslizamento pode prejudicar a estrutura da residência.

O laudo recomenda intervenções de estabilização e drenagem da encosta, com manutenção e limpeza dos dispositivos para garantir o funcionamento. O documento afirma que o laudo será encaminhado para a Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa) e para o Grupo Executivo para o Crescimento Ordenado de Preservação das Áreas Verdes (Gecopav).

Questionada, a prefeitura não se manifestou sobre a denúncia da recomendação dos técnicos da Defesa Civil de que os próprios moradores deveriam procurar os vizinhos no alto do morro e pedir que o descarte irregular de esgoto fosse interrompido.

Também não houve resposta se a encosta está incluída no cronograma de obras de contenção da prefeitura. 

Fonte: O Fluminense

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