Circulação de ônibus em áreas de risco em Niterói pode ser suspensa.

A queima de três ônibus em Charitas, na noite do último dia 31, por traficantes revoltados com a morte de um comparsa durante operação policial no Morro do Preventório, no mesmo dia, deixou os motoristas de ônibus temerosos em trafegar em áreas consideradas de risco em Niterói. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Passageiros de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac), na ocasião, repudiou os ataques que levaram à destruição total dos três coletivos e a danos parciais em mais dois em Charitas e ameaça suspender a circulação dos veículos em regiões violentas.

Esta semana o sindicato encaminhou ofícios pedindo providências para a Secretaria de Estado da Polícia Militar, prefeituras de Niterói e São Gonçalo, Ministério Público do Trabalho e Justiça do Trabalho, em relação à insegurança dos rodoviários e passageiros em áreas de risco.
“As áreas são notórias pela especial brutalidade de assaltantes e traficantes que agem nesses locais: Caramujo, Grota, Preventório, Riodades, Caixa D’Água, Alameda, Cavalão, no caso de Niterói, e Jardim Catarina, Salgueiro, Palmeiras, Boaçu e o trecho da BR que passa por esses locais, no caso de São Gonçalo. Além dos assaltos, com motoristas sendo agredidos, há tiroteios constantes e há até casos de sequestro de ônibus para transporte de drogas ou cadáveres de um local a outro, dentro de uma mesma comunidade”, contou o presidente do Sintronac, Rubens dos Santos Oliveira.

De acordo com o dirigente, haverá um prazo para que as autoridades se pronunciem. “Isso já está sendo feito há mais de dois anos. Foram vários ofícios. A única que respondeu até hoje foi a 77ª DP (Icaraí), que se colocou à disposição para abrir investigações sobre as denúncias do sindicato. No entanto, mais uma vez, serão enviados ofícios e o retorno aguardado. Caso isso não ocorra, uma assembleia será convocada e a categoria vai decidir o que fazer: o desvio das linhas para locais seguros, uma greve, uma paralisação ou um protesto contra a violência”, explicou o sindicalista.
A Secretaria de Estado de Polícia Militar, através do Grupamento de Policiamento Transportado em Ônibus Urbano (GPTOU), respondeu que atua em operações de abordagem e revista em ônibus para coibir práticas delituosas, como roubos, furtos e depredações. As ações são feitas rotineiramente seguindo planejamento operacional de cada batalhão. Os batalhões por onde circulam esses ônibus fazem o patrulhamento através de rondas em viaturas e baseamento em pontos alinhados de acordo com o horário de maior incidência de ocorrências.

Por Anderson Carvalho Fonte: AtribunaRJ

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