TOP 10 SÉRIES PARA ASSISTIR QUE O ZN RECOMENDA.

Por: Brenno Baldino


Com a pandemia do COVID-19 nos obrigando a ficar em casa, não há muito o que se fazer. Mas ao menos podemos comemorar que ainda nos sobra a internet. Mais do que isso, o streaming!

Pensando nisso, o ZN Notícias preparou uma lista para você escolher melhor o que assistir. Seja na Netflix, na Amazon Prime Video, na HBO Go ou na Globoplay, manteremos você sempre bem informado com tudo que há de novo no universo cinematográfico.

10 – CHICAGO FIRE – Heróis Contra o Fogo

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Chigado Fire é uma série que retrata o dia-a-dia do 51º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Chicago. Onde evidência os dramas e riscos que bombeiros e paramédicos enfrentam a cada chamada. A trama se desenvolve após a morte do bombeiro Andrew Darden, um clima de rivalidade surge entre os tenentes Matthew Casey (Jesse Spencer) e Kelly Severide (Taylor Kinney), que culpam um ao outro pelo acontecido.

A série inova ao mostrar o lado mais pessoal e íntimo dos bombeiros, apresentando um olhar completo sobre as famílias dos personagens e seus dilemas pessoais.

Chicago Fire tem o drama na medida certa, onde muitas vezes irá te deixar preso do começo ao fim do episódio e só melhora ao longo de suas oito temporadas.

9 – Olhos que Condenam

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Olhos Que Condenam é um soco necessário que não podemos deixar de sentir. A série da Netflix retrata a história da condenação e a prisão de cinco jovens negros do bairro do Harlem sob a falsa acusação de estupro de uma mulher no Central Park em 1989.

A cada episódio essa história real vai se destrinchando e revela um dos maiores erros do sistema judiciário norte-americano. O primeiro episódio desta série, é talvez o episódio mais difícil que assisti em qualquer minissérie. Tem como foco o tempo em que os jovens passaram na delegacia sofrendo ameaças e agressões tanto físicas quanto psicológicas. Não é fácil assistir Olhos que condenam. É dificílimo. Dói. Incomoda. Principalmente porque é tudo verdade. O sofrimento dos cinco meninos na delegacia está muito bem explicitado na tela, é latente e é um dos trunfos dessa série, que ainda tem como bônus, uma cena emblemática que mostra Donald Trump, até então “apenas” um magnata do ramo imobiliário, declarando ódio aos agressores e mostrando seu histórico posicionamento contra os movimentos sociais. Mesmo sendo uma história em que se sabe início, meio e fim, é praticamente impossível não querer entrar na tela ou torcer para que se tenha um desfecho diferente. É a realidade nua, crua e dura desse caso em que os cinco meninos perderam a adolescência para cumprir uma pena de um crime que nunca cometeram.

8 – Merlí

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A série “Merlí” é uma daquelas que passam despercebidas em meios as super produções da indústria cinematográfica. Indo na contramão das produções de ação e suspense, faz uso da filosofia para dialogar sobre assuntos que rondam a educação e os mais diversos tipos de relações. 

A principal narrativa da série gira em torno um professor de filosofia, chamado Merlí, que faz uso de métodos pouco ortodoxos para incentivar seus alunos a pensar livremente, incentivando-os a construir um pensamento crítico. Dividindo opiniões entre alunos, professores e família, a abordagem não convencional possibilita muitas reflexões interessantes não apenas a respeito da educação, mas também sobre a relação entre as pessoas e sobre nós mesmos.

A cada episódio de Merlí é abordado um pensamento de um filosofo, seja ele clássico ou contemporâneo, como pano de fundo a partir dos dramas de vários personagens. Desse modo, conceitos complexos – tais como a “morte de Deus” de Nietzsche, a “dialética hegeliana” de Hegel, o racionalismo kantiano e a Teoria do Inconsciente de Freud são abordados de maneira didática e simples, porém nenhuma delas é tratada de forma Leviana.

7 – Suits

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Em resumo, a série lançada em conta a história de Mike Ross, um rapaz inteligente que não terminou a faculdade de Direito por ter sido pego vendendo uma prova para a filha do reitor. Com uma memória fotográfica e enciclopédica bem surreal, ele passa a ganhar a vida fazendo provas para outras pessoas e deixa de lado o seu sonho de ser advogado. Porém, quando está tentando ajudar o seu melhor amigo, ele conhece um grande advogado chamado Harvey Spector, que, ao se impressionar com a inteligência de Mike, o contrata como seu advogado associado e, ao lado dele, mente pra todo mundo que o cara se formou em Harvard.

Se você acha que Suits é uma série igual a tantas que foca apenas nos tribunais, está totalmente enganado. Suits é diferente de todas as séries jurídicas, e pouquíssimos episódios se passam em uma corte judicial. Os personagens fazem de tudo para não ir a julgamento, e o interessante é ver essas negociações que eles fazem, tanto com as vítimas quanto os acusados.

A narrativa cativa por, principalmente, destacar as personalidades fortes e muitas vezes excêntricas de Harvey Specter e Mike Ross,  mesmo com muitos termos técnicos ou jogadas que um leigo do mundo jurídico não sacaria facilmente, Suits é uma série fácil de se maratonar. Isso devido ao conjunto que apresentamos acima. Seus personagens cativantes, somados a boas histórias e tramas pessoais, envolvem o espectador a ponto de quererem mais.

6 – Grey’s Anatomy

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Grey’s Anatomy é um sucesso absoluto e isso é inegável e suas dezesseis temporadas estão aí para provar. A facilidade no acesso à série – que está disponível na Netflix, contribui para a difusão do show em muitos lugares, incluindo no Brasil. Mas existem fatores que, de pessoa a pessoa, vão sendo passados e confirmam a qualidade de Grey’s Anatomy.

A série começa ao retratar a vida e as dificuldades de cinco internos ao entrarem em um dos melhores programas médicos de Seattle, porém, em doze anos, a série se reinventou e passou a abordar a perspectiva da vida, da morte, e as dificuldades do dia-dia, de uma forma bem impactante. Grey’s Anatomy também faz sucesso nas histórias médicas. Casos clínicos que impressionam o público, situações complicadas, que muitas vezes levam os espectadores às lagrimas. Muitos destes momentos possuem um final feliz, mas outros tantos acabam em tragédias que não só nos atingem, como também aos personagens. Diferentemente da maioria das séries médicas, a atenção de cada episódio é voltada para história dos personagens que a integram, Grey’s Anatomy focando exatamente no pessoal e não na doença do “caso da semana”. E é por dar prioridade às histórias destes personagens é que nos conectamos tanto com a série que muitas vezes sofremos juntos de nossos personagens favoritos.

5 – Sons of Anarchy

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Entre um lançamento e outro, muitas vezes deixamos passar alguns seriados interessantes. Dentre estas séries que passam sob o nosso radar, é comum encontrarmos coisas realmente preciosas.

Antes de Game of Thrones, Sons of Anarchy já conseguia deixar seus fãs tensos no que se trata da relação entre o bem e o mal. A série não nos traz um maniqueísmo as claras. Nessa série não existe mocinho ou bandido, todos os personagens são tons de cinzas.  O telespectador se vê intrigado nesse misto de amor e ódio pelo mesmo personagem. Aprendam duas coisas em Sons Of Anarchy: tudo é mutával e toda moeda tem duas faces.

Sons of Anarchy é uma das séries que mais me surpreendeu até hoje, talvez por não ser muito divulgada entre os apreciadores de séries, ela tem um dos melhores enredos feitos até hoje, aquelas séries que tem seu início, meio e fim de maneira clara e construída. A trilha sonora de Sons of Anarchy é sem dúvida a melhor da história do cinema contemporâneo.

A série se passa em Charming, uma pequena cidade fictícia no norte da Califórnia, nos Estados Unidos, habita o clube de motociclistas Sons of Anarchy. O grupo lida com atividades ilícitas, como o tráfico de drogas e armas, e é liderado por Clay Morrow e Jax Teller.

Para quem é amante de motos e velocidade, a série é um prato cheio, já que o plano de fundo da série nada mais é do que um moto clube. Interessante ainda notar que os modelos da motos estão intrinsecamente ligados aos traços de cada personagem.  Fica ainda mais claro quando olhamos os modelos de motos de outros clubes como os Mayans e seus guidons altos ou os Grim Bastards com suas motos mais modernas.

4 – Breaking Bad

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Se por algum motivo você ainda não conhece a série, é hora de finalmente você assistir: Walter White é um professor de química que descobre ter câncer terminal. Preocupado com a situação financeira de sua família, decide usar seu conhecimento químico para produzir e traficar metanfetamina com seu ex-aluno, Jesse Pinkman. Assim, Walter pretende conseguir dinheiro suficiente para deixar para sua mulher e filho quando finalmente morrer.

Os obstáculos em Breaking Bad são muito claros: além de trabalhar com sujeitos, que digamos assim, não são muito confiáveis, Walter ainda precisa fugir da polícia o tempo inteiro, lidar com os problemas de sua doença e esconder os negócios da família. O que era pra ser um drama vira um belo thriller de ação a cada episódio.

Breaking Bad é uma das séries mais bem sucedidas e avaliada pela crítica nos últimos anos, sendo aclamada pelo mundo todo e batendo recordes de audiência nos EUA.

Se você está cansado de ver séries que não sabem trabalhar com os personagens, que tem e possui furos enormes no roteiro, pode ficar despreocupado Breaking Bad é justamente o oposto disso, coisas que acontecem lá no começo de uma temporada consegue ser facilmente ligada a acontecimentos ocorridos nos episódios mais recentes.

3 – Game of Thrones

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Milhões de fãs dedicados, 38 prêmios Emmy, 7 reinos, 7 temporadas , 3 dragões, um exército imortal e apenas um trono de ferro. Não entendeu nada? Calma que vamos te explicar.

Game of Thrones é um fenômeno cultural e com uma trama, emocionante e cheia de ação, que varreu o mundo como um incêndio. Não só é criticamente adorado, mas o público em todos os continentes é absolutamente ficou curioso para saber o destinos da Casa Stark, Lannister, Baratheon, Targaryen etc., enquanto todos lutam para controlar Westeros.

Você pode até não curtir tanto enredos medievais e mesmo assim gostar de Game of Thrones. Isso porque a série não é exatamente medieval, apesar das semelhanças e dos paralelos que podemos traçar com a Idade Média. Ela se passa em um outro mundo bem parecido com o nosso, porém com dragões e outros seres místicos e o seu forte não é exatamente a magia, e sim o comportamento humano e as relações de poder.

Apesar da série ter uma enorme quantidade de personagens, o roteiro e a direção conseguem dar atenção a todos eles de forma eficaz, além disso, as tramas são bem amarradas e o enredo é bem construído.

Se você odeia aquela sensação de desvendar tramas e de não temer por personagem algum porque você sabe que determinados personagens não vão morrer na história, Game of Thrones é a série perfeita pra você porque você não consegue prever os acontecimentos. E diferente de outros filmes e séries que tentam surpreender mas acabam entregando um enredo ruim, Game of Thrones tem uma trama convincente e, por isso, todos os acontecimentos são justificáveis e todos os plot twists são bem elaborados para que o público não se sinta enganado.

2 – Mr. Robot

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Se você lê a sinopse da série, não sei se foi seu caso, mas pensa que é apenas mais uma série com crítica social. Ah hackers, oh grandes corporações, ah o moço inteligente e retraído. Mas é aí que todas as enganações surgem, a trama de Mr. Robot e a forma como linha do tempo, presença de personagens e desenrolar de fatos se dão; arrisco dizer que é algo que você viu poucas vezes.

Um anti-herói nos envolvendo em uma narrativa que não tem nada de linear e fazendo a gente pensar por uns 10 minutos ao fim de cada episódio. A trama envolvente é o que você precisa pra engatar uma maratona. Quando eu recomendo Mr. Robot eu sempre falo a mesma frase: “Assista apenas o primeiro episódio.”  É completamente impossivel você assistir apenas um episódio de Mr. Robot!

É o tipo de série que valoriza os detalhes, e como a tecnologia é quase um personagem tangível na trama de Mr. Robot; vemos muito dela e como afeta nossa vida e a vida dos personagens da série. Nos faz refletir no quanto somos vulneráveis nesse planeta. Elliot nos faz enxergar o mundo com seus olhos, ele conversa com você e te chama literalmente de amigo.

Mr. Robot é uma série dramática, super premiada em 2015 e 2016, com uma atuação fantastica de Rami Malek.

A série, conta a história de Elliot (Rami Malek), um jovem programador que trabalha como engenheiro de cibersegurança na empresa Allsafe durante o dia e como hacker vigilante à noite. Elliot se encontra em um dilema quando o misterioso líder de um grupo hacker o recruta para destruir a corporação que ele é pago para proteger.

Obviamente que a série não trata apenas da tecnlogia, mas também aborda o comportamento e os dilemas morais e éticos dos personagens que encontramos. Porém, são nos momentos em que a tecnologia prevalece que sinto que a série realmente se encontra.

Elliot é um personagem denso, estranho, e indiferente, porém ao mesmo tempo é extremamente interessante por sua história de vida e como ele reage perante às situações apresentadas a ele. Mas, além disso, Elliot sofre de fobia social.

Fobia Social nada mais é do que um transtorno de ansiedade caracterizado por manifestações de alarme, tensão nervosa, medo e desconforto desencadeadas pela exposição à avaliação social. Na série é nítido essas manifestações em Elliot e podemos ver o quanto afetam a vida dele como um todo. A série trouxe um elemento diferente, que é a inserção do telespectador como um amigo imaginário de Elliot. E é de verdade, sempre que Elliot fala “conosco”, você vai sentir que ele está falando você mesmo. Jamais vemos os personagens de outras séries encararem a câmera, e em Mr. Robot, Elliot o faz com tamanha naturalidade. Parece que ele sofre mesmo de fobia social.

Quase todos os episódios apresentam alguma reviravolta que você assiste e fica se perguntando “Como..? Porque?! Hã?!”. A série vai te deixar sempre em dúvida sobre o que é real ou não.

1 – The Handmaid’s Tale

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Antes de tudo, preciso falar, The Handmaid’s Tale não é uma série fácil. Não serve para assistir despretensiosamente. Ela é violenta, forte, crua. Um tapa na cara que você não sabe de onde veio. Não é à toa que ganhou 8 Emmy’s e 2 Globos de Ouro logo na primeira temporada.

A série é baseada no livro “O conto da Aia” de Margaret Atwood lançado em 1985. Ela conta a história de um futuro próximo distópico, onde as 75% das mulheres do mundo não podem ter mais filhos e a região onde seria os Estados Unidos se chama Gilead. O lugar é governado por um grupo de fanáticos religiosos, em uma sociedade totalmente patriarcal, onde as mulheres não tem direito a nada. Trabalhar, possuir propriedades, ter contas em bancos e até mesmo ler são coisas que pertencem ao passado. Todas as decisões, inclusive sobre suas vidas, são tomadas pelos homens.

Achou horrível? Pois é. Mas tem mais… Até mesmo o seu lugar na sociedade é decidido por homens. A mulher só poderia ser esposa, Martha (Que é uma espécie de empregada das casas), tia (Mulheres que cuidam das aias) e Aia. É aí que a série se torna mais pesada e dolorosa. Aias são mulheres solteiras – ou em um segundo casamento – que já se provaram férteis.

Em um mundo onde isso é raro, os governantes tomaram uma decisão absurda: Usar essas mulheres para dar filhos aos comandantes do governo cujas esposas eram estéreis. E isso se dava da pior forma possível: elas eram estupradas durante seu período fértil em uma espécie de cerimônia, enquanto a esposa as segurava pelos braços.

A história é contada do ponto de vista de June Osborn (Elisabeth Moss), uma antiga editora que teve sua filha tirada dos braços. Depois foi levada para ser aia e gerar filhos para um dos mais importantes casais do governo, Fred e Serena Waterford (Joseph Fiennes e Yvonne Strahoviski). Lá ela é chamada de Offred. Todas as aias são chamadas pelos nomes de seus comandantes, como se fossem propriedades.

A mensagem que The Handmaid’s Tale passa, as vezes nas estrelinhas, as vezes como aquele tapa na cara que comentei no início, chega a machucar. A relação da história com coisas que as mulheres passam todos os dias. A luta da mulher por espaço e reconhecimento grita o tempo inteiro.

A relação religião/governo também é outro assunto que mexe demais quando assistimos. Ok! Não estamos com problemas de fertilidade ou a beira de um colapso social. Mas a importância de um estado laico é mostrada ali.

The Handmaid’s Tale é uma série polêmica que nos faz pensar. O que faríamos em uma situação de colapso? Em um possível beco sem saída para a humanidade? Situações extremas exigiriam medidas extremas, ainda que firam a dignidade de outrem, nos transformando em animais? Nada do que é mostrado na série é gratuito. Nos ferimos assistindo-a, mas é uma ferida necessária. Talvez para nos mostrar que os fins não justificam os meios. Que precisamos ser melhores. Ter mais empatia. Pensar no próximo e agir como gostaríamos que agissem com a gente.

Brenno Baldino 

27 anos –  Formado em Sistemas de Informação na Universidade Federal Fluminense – UFF

Os filmes têm o poder de nos tirar da nossa realidade e não falo apenas das histórias contadas em filmes, grande parte da nossa vida é regida por narrativas desde que nascemos.

2 comentários em “TOP 10 SÉRIES PARA ASSISTIR QUE O ZN RECOMENDA.

  • junho 22, 2020 em 8:29 pm
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    Muito boa a seleção! Faltou Dark!!

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  • junho 22, 2020 em 8:30 pm
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    Análise incrível, algumas conhecia e outras fiquei com vontade de ver. Valeu pelas Dicas! Salvou minha quarentena

    Resposta

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