Você precisa assistir hoje o filme: Um Estado de Liberdade. Por Brenno Baldino

Saudações para você, grande amigo do ZN Noticías que está lendo mais uma publicação semanal das indicações de filmes ou séries, que recomendamos para você assistir no final de semana.

E hoje, precisamos falar de um ator, que ganhou o Oscar na categoria de melhor ator em 2014 atuando no filme Clube de Compras Dallas, vencendo renomados atores como por exemplo o Christian Bale no filme A trapaça e o Leonardo DiCaprio em um de seus melhores filmes que é O Lobo de Wall Street. Dito isto, você precisa conhecer Matthew McConaughey na recomendação da semana que é “Um Estado de Liberdade” que está disponível para assistir na NETFLIX.

Provavelmente, você já conhece Matthew McConaughey, em outros filmes como Interestelar, Como Perder Um Homem em 10 Dias ou na série True Dectetive, porém, me arrisco dizer que essa é a melhor atuação dele.

Um Estado de Liberdade, é um filme complicado de se assistir. Por quê? Os debates sobre racismo, misoginia e questões relacionadas a direitos civis de setores historicamente desprivilegiados nunca estiveram tão inflamados na nossa sociedade e agora, após a eleição de Donald Trump, e inúmeros movimentos de luta contra o racismo na sociedade global. E peço desculpas ao amigo leitor, que não está interessado em ver seu cortisol subir lidando com esse assunto que é um incômodo, mas é sobre isso o tema deste filme. Sendo assim, como na própria vida em sociedade, não há como escapar dessa conversa.

O filme se passa entre os anos de 1861 e 1865, no auge da Guerra Civil Americana, mostrando um país dividido entre os exércitos dos Confederados (sul) e da União (norte), e todas as mazelas oriundas de um conflito sangrento que devastou o sul dos Estados Unidos, marcado por sua tradição escravagista e, consequentemente, pela forte tensão racial que aumentou após o término da guerra e a abolição da escravatura. No decorrer da Guerra Civil, muitos homens desertaram, mesmo conhecendo os riscos impostos pelas acusações de insubordinação e traição. Um desses homens foi Newton Knight (Matthew McConaughey), cuja trajetória é contada no filme.

Pessoas sentadas no chão

Descrição gerada automaticamente

Newton trabalhava como enfermeiro do exército, até decidir ir para o front da guerra no intuito de proteger seu sobrinho adolescente, assustado com a convocação. Com a morte do rapaz e decidido a levar seu corpo para casa, Knight torna-se um desertor que arrisca a si próprio para proteger mulheres e crianças, cujas fazendas estavam sendo saqueadas por soldados confederados. Desta forma, abandona esposa e filho para se refugiar no pântano, ao lado de escravos fugitivos, com quem inicia uma relação baseada em amizade e lealdade, tendo como suporte emocional Rachel (Gugu Mbatha-Raw), escrava “doméstica” e curandeira que o ajudou em sua fuga e que no passado ajudara a salvar seu filho, que ardia em febre. Com o passar dos anos, os dois iniciam um romance reprovado pela sociedade sulista e que teria consequências também para seus descendentes, como o neto David (Brian Lee Franklin), acusado de violar a Lei de Segregação no final dos anos de 1940 ao se casar com uma mulher branca.

Com quase duas horas e meia de duração, o longa conta um roteiro que se desenvolve sem pressa, mantendo o ritmo da narrativa, bem como com um trabalho competente dos departamentos de direção de arte e figurino, além de cenas de batalhas interessantes. No entanto, é válido ressaltar que os cenários que recriam os casebres dos negros em uma fazenda no período posterior à abolição da escravatura.

Grupo de pessoas em campo de terra

Descrição gerada automaticamente

“Um Estado de Liberdade” não é um filme de fácil digestão, não apenas pelas cenas de violência explícita, como em sua sequência inicial, mas pelo conteúdo denso sobre um episódio doloroso, e não tão distante assim, da história americana. Mais do que isso, assume o tom crítico ao mostrar, através de cenas que recriam o julgamento de David Knight, a tensão racial no Mississipi, um dos estados assolados pelos horrores das ações da Ku Klux Klan (KKK), organização segregacionista criada por veteranos confederados após a guerra e que, ainda hoje, existe.

Um Estado de Liberdade” é uma produção que proporciona ao espectador uma viagem a tempos bárbaros em que divergências políticas e preconceito racial causaram milhares de mortes e quase separaram um país, deixando feridas ainda abertas na sociedade americana.

Espero que goste desse filme e estou ansioso para ler sua opinião aqui nos comentários.

Brenno Baldino 

27 anos –  Formado em Sistemas de Informação na Universidade Federal Fluminense – UFF

Os filmes têm o poder de nos tirar da nossa realidade e não falo apenas das histórias contadas em filmes, grande parte da nossa vida é regida por narrativas desde que nascemos.

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