Retomadas as obras da Nova Catedral São João Batista no Centro

A Fé dos fiéis da Arquidiocese de Niterói, uma devoção que começa a erguer blocos de sustentação. Esta Fé também é responsável por sustentar bases e irradia todo o terreno, fortalecendo trabalhos sociais e educativos. Um sonho antigo dos arquidiocesanos de Niterói de ter uma Catedral maior, para celebrações arquidiocesanas, é retomado no governo de Dom José Francisco, Arcebispo Metropolitano de Niterói.

Projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, a Nova Catedral poderá acolher cinco mil pessoas, em seu interior, e aproximadamente, 15 mil, em sua esplanada. Situada às margens da Baía de Guanabara, num local privilegiado pela beleza, a cúpula da Nova Catedral terá 60 metros de diâmetro e a nave central, 80 metros.

A Nova Catedral, também será um marco para a cultura do município de Niterói, “Cidade Sorriso”.

Quando saiu o decreto autorizando a volta às atividades, a Equipe técnica levantou toda informação necessária e apresentou as opções que tínhamos. Por não termos certeza de por quanto tempo poderemos continuar com as obras (acreditamos que não, mas vai que aparece um novo lockdown), optamos por atividades de rápida execução e de fácil mobilização, para o caso de nova interrupção por determinação da Prefeitura.,

Outra questão importante e que casou, perfeitamente com a anterior foi a dos cuidados sanitários, na luta contra o COVID-19, principalmente no quesito distanciamento social. Queríamos atividades, especialmente neste início, nas quais tivéssemos menos pessoas trabalhando próximas. Isso não significa menos pessoas no canteiro, já que uma pequena equipe pode estar preparando as armações, outra pequena equipe fazendo o nivelamento das estacas, a topografia um pouco afastada, indicando o local certo. Sempre pequenas equipes trabalhando em atividades e áreas diferentes, para evitar aglomeração.

As fundações da nave (espaço celebrativo) já estão prontas. Foram 258 estacas (algumas com mais de 40 metros de profundidade) cravadas. Ano passado, começamos a construção dos blocos de sustentação da laje, que teremos agora, no final de julho, os 217 previstos para essa área, prontos.

A partir de agosto, devido ao replanejamento da obra, executaremos 38 novas estacas, desta vez, ao redor da projeção da cúpula (fora da nave), com 38 blocos de sustentação. Essa etapa não seria feita agora, mas optamos por adiantá-la, por conta dos motivos já mencionados.

Após isso, passaremos à construção de 23 cintas de amarração dos blocos. Em seguida, executaremos elementos que serão bem visíveis para quem for visitar a obra, que serão 10 paredes estruturais e 38 pilares (por volta de 2 metros acima do solo). Teremos também 7 pequenas (em relação ao tamanho do projeto) áreas de laje, estrategicamente, construídas para proteger os blocos e armações que não precisarão mais de acesso físico.

Já no ano que vem, partiremos pros 3 blocões (blocos de sustentação dos pilares principais da catedral, cada um medindo 370m3, com aproximadamente 400m3 de concreto e 95toneladas de aço), as cintas protendidas (elementos estruturais que aumentam a resistência a movimentos laterais, no nosso caso construídas em formato de triângulo para unir os 3 blocões, utilizando um total aproximado de 383m3 de concreto, 34toneladas de aço e 738m3 de forma), para enfim começar a tirar do chão a estrutura principal da Nova Catedral. Os blocões começariam a ser feitos esse ano, mas mudamos um pouco a ordem de execução.

Denis Carneiro – A dedicação de todos os que ali estão exercendo suas funções. Não só pela gratidão de ter um emprego, uma forma digna de levar sustento às suas famílias em tempos tão conturbados, mas por saberem que estão trabalhando em um projeto com características muito importantes, principalmente nos aspectos religioso, social e arquitetônico.

São mais de 7 anos dedicados ao projeto. É muita história pra contar, então vamos focar nas positivas. Sempre tive muito respeito pelos Padres. Minha vida toda aprendi a tomar a bênção beijando a mão deles, porém nunca tive contato muito próximo com padres em geral. Essa convivência diária, ter que falar de assuntos não relacionados à questão religiosa, discutir (no bom sentido), por exemplo, ações de campanha nas paróquias, atuação junto à Comunidade, foi uma novidade e desafio muito grande, e demorei um pouco para me acostumar a ver os Padres, também por esse lado mais humano, com suas dificuldades e ansiedades.

E não tem como deixar de destacar a providência Divina, a ação de Deus e a proteção de Nossa Senhora, em muitos momentos, nessa longa jornada. Já presenciei alguns eventos sobrenaturais (evitei escrever milagres), inclusive eucarístico, na Capela São João Paulo II. Já passei por situações nas quais padres, que nunca haviam conversado ou confessado, virar-se pra mim, do nada, e dizer uma palavra de apoio ou incentivo, em questões que estava passando em silêncio, sem ninguém saber.

Tudo isso só dá força para continuar nessa luta até o final ou até o Arcebispo julgar necessário.

Por Redação ZN Noticias Fonte: Arquidiocese de Niterói

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