Demissões em massa acentuam crise no setor rodoviário de Niterói

A manutenção do emprego de parte dos rodoviários garantida como contrapartida pelas empresas de ônibus em troca do adiantamento do valor das gratuidade pela prefeitura durou pouco. Na verdade, durou exatamente o prazo estipulado pelo acordo. Mal ele venceu, o setor anunciou a demissão de 332 funcionários das empresas Ingá, Brasília e Expresso Barreto, que integram o consórcio Transnit. O Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Setrerj) lamenta, mas diz que os prejuízos causados pela redução de 70% na demanda de passageiros inviabilizam a manutenção dos quadros. Com a consequente redução da frota nas ruas, tende a aumentar a reclamação de usuários quanto à lotação dos ônibus e à escassez de linhas, sobretudo na hora do rush.

Enquanto negocia as indenizações dos demitidos, o Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) alerta para o provável crescimento do problema. A preocupação é que as companhias do Leste Fluminense cortem de 30% a 40% de seus quadros até o fim do ano. As demissões podem afetar de 5.400 a 7.200 rodoviários, pelos cálculos do presidente do Sintronac, Rubens dos Santos Oliveira:

— É lamentável que depois de tantos avisos e apelos vejamos a categoria entrar em processos de demissões em massa. Mas isso não atinge somente os rodoviários, pois cada empresa que fecha ou retira linhas de circulação prejudica também outras categorias de profissionais que dependem do transporte público.

Por Lívia Neder O Globo

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