Evento da Marinha com Bolsonaro tem protesto de militares e pensionistas das Forças Armadas

Um grupo de cerca de 30 militares e pensionistas das Forças Armadas fez um protesto em frente ao Centro de Instrução Almirante Alexandrino, em Ramos, onde esteve o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na manhã desta quinta-feira para a formatura de 3 mil sargentos da Marinha. Os manifestantes dizem que foram prejudicados pela Lei 13954/19 que elevou os descontos sobre os benefícios pagos à categoria. E afirmam que foram prejudicados pela reforma enquanto altos oficiais são beneficiados por mudanças legais aprovadas pelo atual governo. No protesto, eles gritaram palavras de ordem, como “Bolsonaro Traidor”.

Segundo representantes do movimento, com as mudanças, os praças passaram a descontar de 7,5% para 9.5% do vencimento bruto, desde janeiro deste ano. No caso deles, contam, pensionistas passaram de zero por cento para 12,5%. A previsão é de um aumento de mais 1% em 2021. Os manifestantes dizem que antes de ser de eleito, Bolsonaro sempre ajudou a categoria. Mas que o presidente não atendeu aos apelos para que a reforma não prejudicasse a categoria, e que teria beneficiado apenas oficiais com um novo plano de carreiras. O grupo se autointitula Tropa em Forma e já fez atos no Rio e em Brasília.

Cerca de 30 militares e pensionistas das Forças Armadas protestaram contra a Lei 13954/19 que elevou os descontos sobre os benefícios. O protesto ocorreu em frente ao Centro de Instrução Almirante Alexandrino, em Ramos, onde esteve o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na manhã desta quinta-feira (10) para a formatura de 3 mil sargentos da Marinha
Cerca de 30 militares e pensionistas das Forças Armadas protestaram contra a Lei 13954/19 que elevou os descontos sobre os benefícios. O protesto ocorreu em frente ao Centro de Instrução Almirante Alexandrino, em Ramos, onde esteve o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na manhã desta quinta-feira (10) para a formatura de 3 mil sargentos da Marinha

No cálculo de um dos participantes, o fuzileiro naval da reserva Wagner Coelho, os descontos gerarão perdas de R$ 86 milhões em 10 anos. A categoria promete promover um ato em Brasília reunindo militares de todo o país entre os dias 20 e 22 de outubro. Segundo representantes da categoria, Bolsonaro chegou a ser abordado por representantes do grupo na entrada da residência oficial, mas não houve acordo. O protesto desta quinta-feira é o primeiro que eles fazem contra o presidente no Rio.

Por Luiz Ernesto Magalhães Jornal O Globo

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