NA REALIDADE

Sou um pouco o final
de um ano que se vai.
Sou a essência de um início
que engravida
na barriga da espera.

Sou cada palavra solta
de um folhetim popular.
Sou um sinal,
que dá sentido ou demarca,
uma letra ou uma metáfora.

Sou a sombra
da minha da própria luz.

Quem sabe,
um vento que destelha,
mas enquanto você pensar,
me disperso.

É!…
Sou, provavelmente, um temporal
que assusta mas não rola.
Na realidade,
não ser nada
para minha pessoa,
é o tudo que carrego.

Truck Tumleh
www.kurt.com.br

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