Megaoperação contra o tráfico de drogas no Morro da Ilha da Conceição (Mic), Morro do Sabão, Morro do Estado, Morro do Palácio e no Morro do Cavalão

Uma megaoperação foi realizada em comunidades de Niterói, na manhã de hoje (25), contra denunciados por associação para o tráfico de drogas. A ação foi coordenada pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público Estadual (MPRJ), em conjunto com a 125ª DP (São Pedro da Aldeia).

Os agentes foram às ruas para cumprir mandados de prisão preventiva. Ao todo, 18 foram cumpridos, sendo dez deles contra alvos que já estavam presos por outros crimes. Também houve mandados de busca e apreensão. Os mandados foram expedidos pelo Juízo da 4ª Vara Criminal da Comarca de Niterói. As diligências foram realizadas com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do MPRJ.

A investigação foi iniciada quando a equipe da 125ªDP estava na 76ª DP (Niterói). De acordo com o inquérito, foram identificados criminosos a hierarquia do tráfico no Morro da Ilha da Conceição (Mic), bem como em traficantes que atuam em outras comunidades de Niterói, como o Morro do Sabão, o Morro do Estado, o Morro do Palácio e o Morro do Cavalão.

“Diligências de campo, como abordagens e apreensões, auxiliaram na confirmação das provas obtidas por meio de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, além de também desbaratarem outros crimes como de manutenção de casa de prostituição e fornecimento de sinal clandestino de TV a cabo”, afirma o Ministério Público.

Quem é quem na organização criminosa

Segundo o MPRJ, entre os traficantes que atuam no Morro da Ilha da Conceição, a liderança é exercida pelo denunciado Carlos Vinícius Lirio da Silva, o “Cabeça”, tendo logo abaixo dele Flávio Simões Brasil, conhecido como Narigudo. Segundo a denúncia, o tráfico na Favela do Sabão, localizado nos bairros Centro e São Lourenço, também era chefiado por Carlos Vinícius “Cabeça”, tendo como gerente Ryan Nóbrega Jubim, vulgo Do Flamengo”.

No Morro do Estado, que se divide entre Centro e Ingá, a investigação apurou que o tráfico era dominado pela facção Terceiro Comando Puro, oportunidade em que era chefiado por Andrei Soares Maciel, o Coronel. Com a prisão dele, o denunciado Raphael Conceição de Souza, conhecido como Lutador, assumiu a chefia da comunidade, que passou a ser filiada à facção Comando Vermelho.

O Morro do Palácio, era liderado pelo denunciado Max Christian Fernandes Teixeira, conhecido como Negão, que foi expulso no momento em que outra facção ascendeu ao poder na comunidade. Com a mudança de domínio, são apontados como líderes Anderson Souza Leite, vulgo Bozo, Igor Barboza Miranda, vulgo Bozin, e Renato Santana de Almeida, vulgo Renatinho.

Já no Morro do Cavalão, em Icaraí, a denúncia lista como líder o denunciado Reinaldo Medeiros Ignácio, o Kadá, tendo abaixo dele o seu filho, o denunciado Reinaldo Medeiros Ignácio Júnior, que é conhecido como Reinaldinho.

Exploração sexual e ‘gatonet

Durante a investigação conduzida pelo MPRJ e Polícia Civil, também foi identificada associação para a prática do crime de manutenção de estabelecimento onde ocorre exploração sexual, sendo a prática liderada pelo denunciado Diego da Conceição Antônio, que tinha como braço direito o denunciado Pedro de Simone.

O monitoramento telefônico também identificou um grupo constituído para fornecer, de forma organizada, com divisões de funções, os serviços de “gatonet” (sinal de TV) e de internet na Comunidade no Morro da Conceição e em outras comunidades do Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com a denúncia, os componentes do grupo que coordenava o fornecimento de sinal de TV e sinal de internet nas comunidades mantém estreito contato com os líderes do tráfico nas localidades – em verdadeira parceria empresarial e clandestina. A Polícia Civil informou que as investigações continuam, a fim de prosseguir com a apuração da prática.

“As investigações abriram para outras comunidades de Niterói e durante a investigação caíram escutas de empresas de telefonia, internet e sinal de TV a cabo pagando para os chefes do tráfico para funcionar nas comunidades com exclusividade. Mas essa parte não foi denunciada e precisava dessas buscas de hoje, hoje denunciamos a liderança dos cinco morros de Niterói”, resumiu o Promotor Antônio Carlos Pessanha, do GAECO.

Por AtribunaRJ Fonte: A Tribuna RJ

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