COMUNHÃO. Por Kurt Helmut

Os meus poemas 
são meio feijão com arroz, 
talvez bem popular. 
Mas eu gosto do meu molho ou tempero. 
Parece até que tem carne.

Eles nascem do meu olhar,
excitando e exercitando:
a percepção, a sensibilidade,
o meu silêncio,
a minha ansiedade ou barulho.

É, no instante que planta ao chão,
me ensina a levitar.
Diz que eu não preciso ser um rei
se tenho consciência de quem sou.
Mostra que o aplauso emociona
e talvez até alimenta,
mas se dispersa ao vento
no tempo que lhe cabe
igual a pó.

E me ensina em suas vindas
que devo compartilhá-los 
aos quatro cantos:
onde houver uma só pessoa ou mais,
como se cada um poema 
fosse um pedaço de pão.

Truck Tumleh
www.kurt.com.br

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